Google conclui compra da Wiz por US$ 32 bilhões
A operação reforça o peso estratégico da cibersegurança, do cloud e da inteligência artificial na agenda de aquisições das grandes empresas de tecnologia.
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Uma seleção inicial para testar a nova área de conteúdo da F&D, reunindo M&A, mercado de capitais e reestruturação financeira.
A operação reforça o peso estratégico da cibersegurança, do cloud e da inteligência artificial na agenda de aquisições das grandes empresas de tecnologia.
Ler análise →Um caso que conecta M&A, regulação e IPO: depois de uma venda de US$ 20 bilhões ser encerrada, a empresa encontrou no mercado de capitais outra rota para liquidez e crescimento.
Ler análise →O processo mostra como uma reestruturação pode combinar continuidade operacional, negociação com credores, nova liquidez e reorganização da estrutura de capital.
Ler análise →Em março de 2026, o Google concluiu a aquisição da Wiz, plataforma de segurança em nuvem, em uma transação de US$ 32 bilhões anunciada originalmente em março de 2025.
A Wiz passa a integrar o Google Cloud, mantendo sua marca e sua proposta de proteger ambientes de múltiplas nuvens. A lógica estratégica da operação está diretamente ligada à expansão da computação em nuvem, ao crescimento da inteligência artificial e ao aumento da complexidade dos riscos de cibersegurança.
Mais do que comprar receita, clientes ou tecnologia, uma aquisição desse porte demonstra como grandes grupos podem utilizar M&A para acelerar competências que levariam anos para serem construídas organicamente.
Uma boa aquisição não começa na negociação do preço. Começa na definição da tese: por que comprar, quais capacidades serão incorporadas, quais riscos precisam ser mitigados e como o investimento vai gerar retorno.
A Figma iniciou a negociação de suas ações na NYSE em 31 de julho de 2025, sob o ticker FIG, após precificar uma oferta de quase 37 milhões de ações a US$ 33 cada.
O contexto torna o caso especialmente interessante: a empresa havia acordado anteriormente uma venda para a Adobe por US$ 20 bilhões, mas a transação foi encerrada em dezembro de 2023 diante de obstáculos regulatórios.
Em vez de representar o fim de uma alternativa de liquidez, o insucesso daquela operação levou a companhia a uma rota diferente. O IPO colocou a Figma diante do mercado público, oferecendo liquidez a acionistas e novo acesso a capital.
Em processos de venda ou captação, preservar alternativas aumenta o poder de decisão. Um planejamento financeiro e societário consistente permite que a empresa compare propostas, prazos, riscos e impactos de cada rota de capital.
A Azul concluiu em fevereiro de 2026 seu processo voluntário de reestruturação sob o Chapter 11, iniciado em 28 de maio de 2025 nos Estados Unidos.
Segundo a companhia, o processo reduziu dívidas e obrigações de leasing em aproximadamente US$ 2,5 bilhões e incluiu US$ 850 milhões em novos investimentos de capital. Durante o processo, a operação continuou atendendo clientes e mantendo suas atividades.
Esse tipo de caso ajuda a separar dois conceitos que muitas vezes são confundidos: reestruturação judicial não significa necessariamente encerramento da empresa. O objetivo pode ser reorganizar passivos, preservar liquidez e criar condições para a continuidade operacional.
Quanto mais cedo uma empresa identifica deterioração de caixa, alavancagem e rentabilidade, maior é o conjunto de alternativas disponíveis. Reestruturação eficaz exige diagnóstico, cenários, negociação e governança de execução.