Conteúdo F&D

Negócios em movimento. Decisões em perspectiva.

Acompanhamos operações, movimentos de capital e reestruturações empresariais para traduzir fatos relevantes em aprendizados de gestão, finanças e desenvolvimento de negócios.

Publicações

Três movimentos corporativos para acompanhar.

Uma seleção inicial para testar a nova área de conteúdo da F&D, reunindo M&A, mercado de capitais e reestruturação financeira.

Aquisições & M&A

Google conclui compra da Wiz por US$ 32 bilhões

11 de março de 2026

A operação reforça o peso estratégico da cibersegurança, do cloud e da inteligência artificial na agenda de aquisições das grandes empresas de tecnologia.

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Mercado de Capitais

Figma abre capital após venda para a Adobe não se concretizar

31 de julho de 2025

Um caso que conecta M&A, regulação e IPO: depois de uma venda de US$ 20 bilhões ser encerrada, a empresa encontrou no mercado de capitais outra rota para liquidez e crescimento.

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Reestruturação

Azul conclui Chapter 11 e reduz obrigações em cerca de US$ 2,5 bilhões

25 de fevereiro de 2026

O processo mostra como uma reestruturação pode combinar continuidade operacional, negociação com credores, nova liquidez e reorganização da estrutura de capital.

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Aquisições & M&A Fonte: Google ↗

Google conclui compra da Wiz por US$ 32 bilhões: o que a operação revela sobre M&A estratégico

Em março de 2026, o Google concluiu a aquisição da Wiz, plataforma de segurança em nuvem, em uma transação de US$ 32 bilhões anunciada originalmente em março de 2025.

A Wiz passa a integrar o Google Cloud, mantendo sua marca e sua proposta de proteger ambientes de múltiplas nuvens. A lógica estratégica da operação está diretamente ligada à expansão da computação em nuvem, ao crescimento da inteligência artificial e ao aumento da complexidade dos riscos de cibersegurança.

Mais do que comprar receita, clientes ou tecnologia, uma aquisição desse porte demonstra como grandes grupos podem utilizar M&A para acelerar competências que levariam anos para serem construídas organicamente.

O que merece atenção em uma operação como essa?

  • Fit estratégico: o ativo adquirido precisa reforçar uma prioridade clara do comprador.
  • Velocidade: comprar pode ser mais rápido do que desenvolver tecnologia e presença de mercado internamente.
  • Valuation: o preço deve ser analisado frente às sinergias, à vantagem competitiva e ao valor das alternativas.
  • Integração: o valor projetado no deal só se realiza quando pessoas, tecnologia, clientes e processos são integrados com disciplina.
Visão F&D

Uma boa aquisição não começa na negociação do preço. Começa na definição da tese: por que comprar, quais capacidades serão incorporadas, quais riscos precisam ser mitigados e como o investimento vai gerar retorno.

Mercado de Capitais Fonte: Figma ↗

Figma: quando uma venda que não acontece abre caminho para um IPO

A Figma iniciou a negociação de suas ações na NYSE em 31 de julho de 2025, sob o ticker FIG, após precificar uma oferta de quase 37 milhões de ações a US$ 33 cada.

O contexto torna o caso especialmente interessante: a empresa havia acordado anteriormente uma venda para a Adobe por US$ 20 bilhões, mas a transação foi encerrada em dezembro de 2023 diante de obstáculos regulatórios.

Em vez de representar o fim de uma alternativa de liquidez, o insucesso daquela operação levou a companhia a uma rota diferente. O IPO colocou a Figma diante do mercado público, oferecendo liquidez a acionistas e novo acesso a capital.

O que esse caso ensina?

  • Alternativas estratégicas importam: venda para um comprador estratégico não é a única rota possível.
  • Regulação influencia valor e timing: um deal pode ser economicamente atraente e, ainda assim, não ser executável.
  • Preparação aumenta opcionalidade: empresas com governança, números e narrativa bem estruturados conseguem avaliar M&A, capital privado ou IPO.
  • Liquidez não é sinônimo de saída total: uma oferta pública pode combinar capital para a companhia com venda parcial de participações de acionistas existentes.
Visão F&D

Em processos de venda ou captação, preservar alternativas aumenta o poder de decisão. Um planejamento financeiro e societário consistente permite que a empresa compare propostas, prazos, riscos e impactos de cada rota de capital.

Reestruturação Fonte: Azul ↗

Azul sai do Chapter 11: reestruturação financeira como ferramenta de continuidade

A Azul concluiu em fevereiro de 2026 seu processo voluntário de reestruturação sob o Chapter 11, iniciado em 28 de maio de 2025 nos Estados Unidos.

Segundo a companhia, o processo reduziu dívidas e obrigações de leasing em aproximadamente US$ 2,5 bilhões e incluiu US$ 850 milhões em novos investimentos de capital. Durante o processo, a operação continuou atendendo clientes e mantendo suas atividades.

Esse tipo de caso ajuda a separar dois conceitos que muitas vezes são confundidos: reestruturação judicial não significa necessariamente encerramento da empresa. O objetivo pode ser reorganizar passivos, preservar liquidez e criar condições para a continuidade operacional.

Quais são os principais pontos de gestão?

  • Liquidez vem primeiro: empresas em estresse precisam preservar caixa e continuidade operacional.
  • Estrutura de capital precisa ser renegociada: dívida, leasing, capital e prazos precisam ser compatíveis com a geração de caixa futura.
  • Credores fazem parte da solução: a viabilidade depende de acordos economicamente sustentáveis para os diferentes stakeholders.
  • Reestruturação operacional e financeira caminham juntas: reduzir dívida sem corrigir o modelo econômico pode apenas adiar o problema.
Visão F&D

Quanto mais cedo uma empresa identifica deterioração de caixa, alavancagem e rentabilidade, maior é o conjunto de alternativas disponíveis. Reestruturação eficaz exige diagnóstico, cenários, negociação e governança de execução.

Conteúdo informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, oferta de valores mobiliários ou aconselhamento jurídico.